*Em Alfhains*
Era noite, e já se podiam ouvir os barulhos dos grilos cantando por todos os lugares na antiga e densa floresta de alfhains. Aos passos lentos Killbracker sai de sua cabana, fumando seu inseparável cachimbo de Night Shade, rumando sentido a sede dos elfos Negros ao encontro da guardiã Iracema.
Ao caminhar até a sede, o jovem elfo nota que a noite está um tanto calma, a maioria das cabanas dos elfos de seu Clã, já estão com suas luzes apagadas e logo em seguida avista Varnion, que é um dos Elfos Negros que estão fazendo a ronda por toda Alfhains.
[b]- Avlash (Diz Killbracker aos comprimentos, levantando sua mão para Varnion).
- Avlash (Responde o jovem elfo Varnion).[/b]
Killbracker continua seu trajeto rumo à sede dos elfos a passos lentos, observando as constelações na imensidão escura que é o céu, e nota a presença de Cintrila, a lua azulada e Laniele, a lua branca e com os braços cruzados tenta se proteger do vento gelado que por ali ecoa pelas arvores a sua volta.
A mais alguns metros a frente, já se tem a visão da guardiã Iracema próxima a porta da sede dos Elfos Negros, observado a densa floresta escura que rodeia o vilarejo.
Assim que chega próximo à guardiã, Killbracker se agacha, sentando-se em seus próprios calcanhares e começa a preparar novamente seu cachimbo de Night Shade enquanto conversa com Iracema.
- Avlash (Killbracker aos comprimentos, olhando para Iracema).
- Avlash (A guardiã responde ao jovem elfo).
- Como estão nossos batedores que estão próximos ao gate de Alfhains, já lhes trouxeram alguma noticia?(Pergunta Killbracker para a guardiã Iracema)
- Sim, alguns batedores nós trouxeram noticias de que haverá um tribunal em Yew amanhã pela manhã. Trata-se do julgamento de Henry Cygar, um ladino da Brigands! (responde Iracema).
*Humm, está será uma boa oportunidade para tentarmos executar minhas ideias* (Pensa Killbracker)
Depois de jogar conversa fora por mais algum tempo com Iracema, Killbracker resolve dar uma volta pelas proximidades da sede de Alfhains e logo depois retorna sentido sua cabana para fazer um bom desjejum, pois sentirá o estomago roncar de fome de tanto que caminhaste nesta noite.
Próximo a sua cabana, o elfo, com seus sentidos de audição um tanto quanto aguçados percebe alguns ruídos que vem diretamente dos fundos de sua residência e rapidamente empunha uma pequena adaga enferrujada que sempre carregará consigo em sua cintura e se esgueira pela escuridão ao encontro para ver o que está por lá.
Ao investigar os ruídos, Killbracker é surpreendido com alguém que vem em sua direção com um grande manto negro encapuzado, e lhe dizendo:
- Não se assuste Killbracker, filho de Grendel, estou aqui em paz retornando para lutar pela minha terra assim como lutei há outros tempos. Sou eu, Vingattivo, e estou de volta! (Dizia o elfo retirando lentamente seu capuz e revelando sua face).
Ali estava Vingattivo novamente as terras sagradas de nossos antepassados, as terras de Alfhains. E isto nós traziam esperanças que nosso povo estava retornando para lutar pelo que é de direito nosso.
Então depois dos cumprimentos, Killbracker convida o velho amigo de seu falecido pai, que tanto era lembrado nas histórias que lhes eram contadas ainda quando criança para uma ceia, pois a fome já o estava deixando um tanto quanto incomodado.
*A Ceia*
Já dentro da cabana, que estava um tanto quanto bagunçada, o jovem elfo inicia os preparativos para uma farta ceia. Era uma mesa simples, de madeira envelhecida e desgastada pelo tempo, que tinha como destaque um belo leitão assado ao lado de um reluzente candelabro com três velas já derretidas pela metade. Havia também alguns pães, maçãs, frango e algumas outras iguarias provenientes da região.
Ao lado podia-se notar a presença de alguns baús velhos e enferrujados que foram encostados nas paredes, haviam também algumas sacolas e runas que se espalhavam pelo chão. Nos cantos das paredes se alojavam pequenas aranhas em suas teias como se parecessem adornos.
- E o Jan Sobieski? Como ele está? (Perguntava Vingattivo ao mesmo tempo em que se alimentava)
- Está em alto mar já faz alguns dias fazendo suas pescarias como sempre, mais mudando de assunto meu caro, amanha terá um julgamento de um ladino que rondava as proximidades de Yew, o nome dele é Henry Cygar. (Dizia Killbracker a Vingativo após dar uma bela golada de vinho)
Depois de muito conversar e pensar, Killbracker resolve retornar para sede, deixando Vingattivo descançando em sua cabana, e pede para que um batedor chame Z_e_u_S ,e logo em seguida procure os outros membros as pressas.
*Na sede dos Elfos Negros em Alfhains*
Havian poucos membros para reunião na sede, mais mesmo assim Killbracker não se exitou em expressar suas idéias.
- Haverá um tribunal que a regente de Yew julgará Henry Cygar, que é um famoso ladrão da confraria, e neste dia iremos seqüestrar Jaana. (Dizia Killbracker para seus irmãos elfos)
Notava-se que os elfos que estavam lá arregalaram-se os olhos, como se esta idéia os levassem para os seus próprios fins!
- Mais como faremos isto Killbracker, você só pode estar ficando louco, haverá muitos soldados vigiando este tribunal. (Diziam Zeus e Julia Negrinni assustadamentes)
-Hahahahaha, não se preocupem meus amigos, já tenho um plano em minha cabeça. (dizia Killbracker, ao mesmo tempo que estava rindo e olhado para Zeus e Julia), nos passaremos por soldados da prefeitura de Yew. Vistam estas roupas que estão na sacola! (Complementava Killbracker).
Após vestirem as roupas, os três elfos partem rumo a prefeitura de Yew!
*Já proximo a prefeitura de Yew*
Próximo a seus destinos, Killbracker, Zeus e Julia Negrinni notam que não há como se infiltrarem no recinto, pois há dois soldados que guardam a porta de entrada para se ter acesso a prefeitura.
- O que faremos agora? (Perguntava killbracker confuso com o inesperado).
- Façamos o seguinte, tirarei esta roupa de couro e chamarei a atenção dos guardas, enquanto vocês dois vão por tras e os abatem! (Respondia Julia Negrinni olhando para os Elfos)
Então Julia Negrinni segue rumo a entrada da prefeitura de Yew afim de chamar a atenção dos soldados que ali guardavam a entrada do local. Enquanto Killbracker e Zeus pulam o muro e vão se esgueirando pelas sombras atrás dos guardas empunhando uma pequena adaga cada um!
Em um momento de distração dos guardas, rapidamente killbracker e Zeus tampam as bocas dos mesmos por trás e os fazem um ferimento mortal e silencioso.
Killbracker e Zeus assumem os postos nos lugares dos guardas que estão ali caídos no chão, enquanto Julia Negrini retira silenciosamente os corpos do local e cobre o pouco sangue que ali caíste com um bocado de terra para que não houveste rastro algum!
Os elfos ficam ali até o amanhecer do dia até o inicio do tribunal para acompanhar a regente, e esperar o melhor momento para render e seqüestrar a regente de Yew Jaana.
*O dia do julgamento*
O tribunal estava montado, mas era rústico. Aquele que desejasse acompanhar deveria se acomodar em troncos caídos ou raízes grossas de árvore, havia um grande cerco com uma mesa central e guardas na pequena abertura. O público aguardava o réu e a juíza para que tivesse início o julgamento.As grandes árvores de Yew em volta tremeram repentinamente e da densa mata uma mulher apareceu, loira, ela escondia seus cabelos sob um capuz marrom e carregava um cetro feito de raízes entrelaçadas que na ponta possuía uma pequena pedra esverdeada.
A juíza se aproximou da mesa central e entreolhou a papelada que a recobria rapidamente:
- O tribunal está aberto, eu Jaana, a juíza chamo o caso de o povo contra Henry Cygar. As acusações são de invasão e arrombamento das prisões de Yew, ataque aos guardas, prestação de ajuda a um condenado, conspiração contra a coroa e cumplicidade com a corja de ladinos Brigands.
* a mulher suspira por um instante *
- Tragam o réu.
Killbracker ao notar que o ladino estava sendo encaminhado até Jaana para o inicio do julgamento, fixa o olhar para Zeus como se indicando que já estava na hora de agir, respira fundo e disfarçadamente da um sinal para Julia Negrinni que estava com seu arco posicionada aguardando o momento certo!
Julia Negrinni ao ver o sinal de Killbracker que estava trajado como guarda da prefeitura de Yew, dispara uma flecha que acerta um dos guardas mortalmente!
Então Killbracker aos gritos diz para Zeus que também estava disfarçado de guarda:
- Proteja a regente a todo custo!
Os dois partem em direção a Jaana como se fossem protege-la, enquanto os elfos atacavam a todos que estavam por ali!
Ao perceber que um ataque estava se passando a regente acompanha os guardas que vieram até ela para fora.
" Essa audiência está cancelada, e parece que esse tal Henry é mesmo um conspirador da coroa para trazer seus amigos até aqui."
- Guardas!
* A Fuga*
Killbracker e Zeus agora estão ao lado de Jaana como se estivessem a protegendo!
- Vamos minha senhora, precisamos sair daqui o mais rápido possível! (Dizia Killbracker a Jaana)
Já um pouco fora do campo de visão de onde está ocorrendo o ataque, Killbracker disfarçadamente retira sua velha adaga enferrujada que estava levando consigo em sua cintura e rapidamente leva em direção do pescoço de Jaana no intuito de rende-la!
- Se não se entregar, muitos morrerão neste ataque. Está em suas mãos! E você será a única culpada pelas mortes! (Dizia Killbracker ferozmente enquanto tentava rende-la)
A druida estava sendo segura por um elfo quando seus olhos tomaram um brilho esverdeado e sua voz se fez ecoar pela floresta toda sons em uma língua desconhecida. Segundos depois a floresta se enxeu de sons de animais e galhos se movimentando. Uma raiz saiu do chão e atingiu o elfo que a segurava que soltou-a no impacto. Jaana tomou posição ao lado de Henry enquanto a própria árvore derrubou Julia, a elfa e uma vez.
Henry e Jaana estão cercados por elfos porém, a floresta está claramente em favor da druida e é perceptível a chegada eminente de seres da selva.
Killbracker ao ser atingido fortemente pela raiz, por um instante fica imóvel e sem reação ao presenciar a floresta que tanto amava se rebelar contra seu próprio povo que sempre lutará para defende-la de todo mau que por ali rondava.
Olhava para os lados e via seus irmãos Elfos Negros caídos pelos chãos da antiga floresta, alguns gravemente feridos e agonizando, outros mortos e os poucos que restavam em pé lutando e tentando sobreviver. Só pensamentos passavam por sua cabeça naquele momento de tristeza. Então Killbracker cai de joelhos no chão como se estivesse perdido todas as forças que havia em seu corpo e fica ali imóvel e pensativamente:
*Alfhains, o que fizemos para ti se rebelar contra nós, sempre fomos fieis a ti, sempre lutamos por ti a todo custo. Expurgamos todo o mau que lhe incomodava em sua densa e negra floresta.*
A sua frente surge um gigantesco ente e aos poucos Killbracker vai soltando suas armas ao chão e ainda ajoelhado continua ali pensativamente:
*Me nego a lutar contra minha terra amada, se eu tiver morrer hoje aqui, morrerei! Mais morrerei digno que sempre fui um filho de Alfhains até meus últimos segundos de vida!*
Um flash passa por sua cabeça, de quando criança, brincando pelos bosques verdes de Alfhains, com os animais, com as gigantescas arvore, arvores que estavam ali em sua frente prestes a dar um fim em sua vida. Então Killbracker fica ali ajoelhado aguardando seu fim. Fim trágico que nunca imaginará que ocorreria por toda sua existência!
Na fração de segundos em que os eventos ocorriam, Jaana finca seu cajado em meio à terra. Poucos instantes depois, um conjunto de raízes brota rapidamente ao redor de Henry Cygan. Antes que tenha tempo para se esquivar, suas pernas já estão fortemente presas às plantas.
É possível ouvir os sons de baques vagarosos e pesados ao redor dos presentes, como se as próprias árvores estivessem se movendo...
Paralelamente, a Regente de Yew diz em voz imponente a todos os presentes, com o olhar fixo sobre a Elfa Negra Diabólica:
- Elfos Negros de Alfhains, caso o objetivo de suas ações seja libertar o réu Henry Cygan de seu julgamento, sugiro que desistam. Por suas ações, ele foi submetido à Virtude da Justiça e no Tribunal de Yew será Julgado. Prefiro tombar em batalha a desrespeitar a Lei.
Somente agora seu olhar vaga entre os presentes, buscando separar os mais determinados. Aqueles que reparam com atenção em Jaana notam que seus olhos agora estão cercadas por uma aura amarela e as pupilas negras estão um pouco dilatadas. Sua aparência agora é mais jovial, ainda que sua pele tenha adquirido um aspecto amarronzado, grosso e quebradiço.
- Caso contrário, sugiro que abaixem suas armas e permitam que esse homem seja levado de volta ao Tribunal de Yew, onde receberá sua sentença. Caso aceitem esses termos, comprometo-me a voltar para Alfhains desacompanhada.
Finalmente, ela cerra o olhar em Henry Cygan, bastante contrariada com toda essa situação. É possível sentir que não apenas a atenção dos animais da Floresta bem como a das árvores estão focadas no ponto em que todos se encontram.
*Magic vê raízes crescendo em volta de suas pernas*
-Juíza Jaana,creio que esta ação foi desnecessária.Se eu quisesse fugir,já teria feito isso no momento em que os elfos te seqüestraram.
*Olha para os elfos ao redor, alguns feridos, outros caídos e outros até desmotivados*
-Vamos juíza, por favor, quero acabar logo com isso.
Jaana não responde a Henry Cygan, mantendo a mesma pose austera diante dos demais. A Druida ouve atentamente às palavras de Diabólica, esperando por uma resposta à sua proposta. É evidente o espanto em seu rosto ao não recebê-la.
A Regente de Yew resume-se a rugir para os worgs que não ousam adentrar no seu raio de influência:
- Ainda que seja um réu, sua sentença ainda não foi traçada. Recai sobre ele a presunção de inocência.
Jaana volta o olhar a algum outro interlocutor, já que Diabólica havia sumido. Volta-se para Julia Negrini, dizendo:
- Então? Permitem que eu leve este homem de volta ao Tribunal de Yew onde será Julgado e, após isso, retorne sozinha para cá?
Ao presenciar aquela cena, um tanto quanto estranha, Killbracker nota que os Entes não lhe atacaram e diz apenas em seus pensamentos:
* Alfhains, minha terra sagrada, se me atacastes eu saberias lhe perdoar, pois estais a ser manipulada por uma maldita humana!*
Após pensar e com a ajuda de seu velho bastão elfíco se levanta lentamente, olhando fixamente para Henry, e em seguida fixa seus olhos a direção de Jaana com um olhar de desprezo!
Este maldito deve pagar com sua vida! Mais não por agora! Jaana se não vieres conosco muitos de sua raça morrerão, e pode ter certeza que a culpa cairá sobre você!
- Leve este maldito daqui, antes que eu desista!
- Meus irmãos cessem os ataques!
- Mais lhe digo Jaana mais uma vez, se não vieres conosco, a vida de muitos serão tiradas!
Então Killbracker olha para Diabólica e diz!
- Diabólica, heivne Asetnepres Harap Da Walec Heled!
Jaana finalmente dirige o olhar a Killbracker e o ouve seriamente. Responde em tom respeitoso:
- Minha palavra está selada. Após o Julgamento do réu Henry Cygan retornarei sozinha a Alfhains, colocando-me à mercê dos Elfos Negros.
Frente à resposta obtida, já é possível perceber o nível de alerta aos poucos diminuir na Floresta. Já não se ouvem os baques pesados vindos de perto. Os animais parecem dispersar, voltando aos seus afazeres comuns.
Jaana também parece finalmente voltar sua atenção ao réu. Dirige-se a Henry e amarra suas mãos com um cipó cuja extremidade mantem em suas mãos. Somente então o liberta das raízes que o prendiam. Ignora suas últimas palavras e apenas diz a ele:
- Retornemos a Yew para que o Tribunal possa prosseguir.
E então começa o seu passo em direção à Cidade...
Killbracker, então fica ali parado presenciando Jaana e Henry adentrando ao meio da grande e densa floresta de Alfhais sentido a cidade!
- Você tem um prazo de três luas para que retorne Jaana! Se não retornares e se entregar a mim, já sabes o que acontecerá!
PS: Quem quiser ler a História por inteira(Com posts dos players) entre em: http://www.chaosage.com.br/forum/index.php?s=1da40273c046c08c19d6926a35bcb833&showtopic=26529